O Zero é um dos mais novos membros da família Arduino, estando disponível para venda há menos de um ano. O autor deste blog tem um Arduino Zero em mãos graças à um programa de beta-testers, que disponibilizou (em agosto de 2014) somente 20 placas para pessoas do mundo inteiro, para que a mesma fosse testada e “debugada”.
Especificações: O Zero é baseado no chip 32-bit ARM Cortex-M0 ATSAMD21 da ATMEL (comparável com o Teensy LC) rodando á 48MHz; trabalha em 3.3V (contra 5V do Arduino UNO), possui:
– 2 portas seriais UART (contra uma do Arduino UNO),
– 20 I/O’s (entradas/saídas),
– 6 entradas analógicas 12-bit (o Arduino UNO é 10-bit), 
– 1 saída analógica verdadeira (DAC 10-bit) – o UNO não possui nenhuma,
– Quase todos os pinos de I/O podem gerar PWM (exceto pinos 2 e 7),
– Quase todos os pinos poder ser utilizados para interrupções (exceto pino 4),
– 256kB de memória Frash de programa (contra 32kB do UNO),
– Não tem memória EEPROM, porém pode ser criada via software “emulação” utilizando memória Flash.
   O consumo de energia dos processadores da arquitetura ARM é extremamente baixo; no caso específico do Cortex-M0 utilizado no Zero, o consumo é menos da metade de um Arduino UNO rodando o mesmo sketch (veja o comparativo aqui).
   Em termos de poder de processamento não há nem comparação entre o Arduino Zero e o UNO, sendo que o Zero pode até rodar um pequenos sistema operacional (freeRtos, algo parecido pode ser visto neste link); isto tudo com um consumo de energia muito baixo!. Isto posiciona o Arduino Zero (e seus “Mini” e “Micro” que estão por vir) como perfeito para aplicações em internet das coisas (ioT) e vestíveis (wearables).
   O Arduino Zero possui duas portas USB que podem ser utilizadas para comunicação com o PC host ou ainda fazer upload de código. A porta “Native USB” é conectada diretamente ao SAMD21, e pode ser utilizada também para conectar dispositivos externos ao Arduino, como mouse por exemplo; a porta “Programming Port” é conectada ao chip EDBG, um chip montado no Zero que permite realizar debugger (depuração).
   O Arduino Zero tem um formato idêntico ao UNO, inclusive mantendo conectores e funções nos mesmos lugares físicos. Porém algumas coisas mudaram: a entrada de fonte externa do Zero (VIN) ganhou um circuito buck em conjunto com o LDO que o UNO já tinha; isso faz com que a eficiência energética da fonte aumente (menos perdas na conversão de tensão de VIN para 3.3V). Outra mudança é que o Zero só funciona em 3.3V, e se exposto á 5V ele será queimado.
   A programação do Zero é feita normalmente na IDE do  Arduino, bastando selecionar a placa e a porta serial correta. Na versão 1.6.x da IDE praticamente todas os sketchs (códigos) que rodam no UNO vão rodar no Zero, inclusive aqueles envolvendo EEPROM. Abaixo deixo um gif que fiz com o Zero piscando um led, utilizando o sketch “BlinkWithoutDelay“.
   Eu pessoalmente acredito que o futuro do Arduino está no  Zero e seu similares (DUE, MKR1000), devido á aceitação do mercado e grande comunidade em torno dos chips ARM. O fato de o chip do Zero não ser removível da placa (não ser “maker-friendly”) pode atrasar um pouco as coisas, porém num mundo onde espaço custa caro, miniaturização e eficiência energética estão na pauta de todos os desenvolvedores, acredito que o Zero é o futuro agora. 
   Outro ponto que me faz acreditar na força do conceito do Zero é que o Arduino.org (antigos sócios do Arduino que se achavam donos da marca) também lançou seu “similar” ao Zero, que se chama “M0“, é idêntico ao Zero exceto que não tem o EDBG (debugger).
   Ah, para você que perguntou  o preço: o Arduino Zero está disponível por salgados US$55 na Adafruit nos EUA.
Conhecendo o Arduino Zero
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