Com toda certeza você já ouviu falar que o Arduino é uma plataforma de prototipagem (hardware e software) livre e aberta, certo? Uma das implicações (positivas) de ser livre e aberto é que você (usuário) pode modificar e customizar a plataforma como quiser.
   Outro conceito interessante (mas nem tanto relacionado somente com Arduino) é a criação de bibliotecas de código para microcontroladores e sistemas embarcados, que funcionam como “instruções” pré-programadas para possibilitar o funcionamento de periféricos do microcontrolador. Por “periférico” entende-se todo e qualquer material que possa ser fisicamente (ou até mesmo sem fio) conectado a um microcontrolador.
   A união dos conceitos acima explicados (hardware/software livre e Bibliotecas) trouxe um mundo de possibilidades para o Arduino, visto que qualquer pessoa pode criar sua biblioteca e comparatilha-la com todo mundo, com a certeza de que vai funcionar da mesma forma em qualquer lugar.
   Existem diversas bibliotecas suportadas oficialmente pelos criadores do Arduino, que já vem instaladas quando você baixar a  IDE  do Arduino (clique aqui para baixa-la). Estas bibliotecas (juntamente com vários exemplos) poder ser acessadas através do caminho ” Arquivo > Exemplos > …” na IDE do  Arduino.
   O artigo de hoje vai te ensinar a adicionar bibliotecas externas (feitas por pessoas como eu ou você) à IDE do Arduino, para que você possa utilizar código desenvolvido pela comunidade á sua volta. Mas primeiro vamos estudar a estrutura das bibliotecas, o que compõe e o que denomina cada uma.
   Desde a versão 1.5.x da IDE oficial do Arduino a organização de bibliotecas de terceiros foi alterada para acomodar futuras melhorias na busca e organização das mesmas ( e  para ficar de acordo com o novo “gerenciador de bibliotecas” também). A nova estrutura tem que conter os seguintes arquivos/pastas:
– Arquivo “library.properties”
– Arquivo “keywords.txt”
– Pasta “examples”
– Pasta “src”
– Outros arquivos conforme (e se) necessário.
   Veja na imagem abaixo a estrutura da pasta da biblioteca “LiquidCrystal”, que gerencia displays de cristal líquido:
   Agora que sabemos como funciona a estrutura, vamos aprender á incluir uma biblioteca na IDE do Arduino. A partir da versão 1.6.2 da IDE existe um atalho no próprio software onde você aponta o caminho do arquivo “.zip” (comprimido, zipado) onde está a biblioteca; este caminho é “Sketch > Incluir Biblioteca > Adicionar biblioteca .ZIP” (imagem abaixo). É só saber onde você salvou o “.zip” da biblioteca que baixou, navegar até lá (na janela que vai abrir) e pronto, você adicionou uma biblioteca nova ao Arduino!.
   Porém caso a versão da sua IDE seja menor que 1.6.2 (por exemplo 1.0.5 ou similar), você vai ter que adicionar a biblioteca “na unha”, copiando os arquivos e colando-os na pasta de bibliotecas do Arduino. Para fazer isso, você deve descompactar o “.zip” da biblioteca que você baixou em algum lugar (qualquer lugar) que você conheça (uma pasta conhecida).
   A pasta de bibliotecas do Arduino se chama “libraries” e fica dentro da pasta da instalação do Arduino, em “Arduinolibraries”. No meu caso eu não alterei nenhuma configuração durante a instalação da IDE, então ela foi instalada em “C:Program Files (x86)Arduinolibraries“. Você deve copiar a pasta da nova biblioteca (vide parágrafo acima) e cola-la em “Arduinolibraries”. Para criar este tutorial eu baixei a biblioteca “IRremote”, cujo caminho ficou assim: “C:Program Files (x86)ArduinolibrariesIRremote”.
Alguns cuidados devem ser tomados para que as bibliotecas instaladas funcionem direitinho:
– A pasta da biblioteca instalada deve ter o mesmo nome do arquivo chamado no sketch (código). Ex: os exemplos (sketch) da biblioteca “IRremote” sempre chamam o arquivo “IRremote.h” ( #include <IRremote.h> ), portanto verifique se a pasta onde está a biblioteca se chama “IRremote”; isto vale também para nomes dos arquivos “.h” e “.cpp” que vem junto com as bibliotecas baixadas, que devem ser os mesmos chamados nos sketchs (códigos) de exemplo.
– Após adicionar qualquer biblioteca á IDE, você deve feixa-la e abri-la novamente para que a biblioteca passe á ser reconhecida e possa ser utilizada.
   A adição de novas bibliotecas á IDE do Arduino pode ser um pouco confusa e maçante no início, porém com o tempo e a prática é perceptível a rapidez e facilidade com que este procedimento pode ser executado. Num futuro próximo falaremos sobre a criação de suas próprias bibliotecas personalizadas para Arduino, dando á todos a chance de contribuir com makers e curiosos de todo o mundo!.
Como instalar novas bibliotecas na IDE do Arduino

Uma ideia sobre “Como instalar novas bibliotecas na IDE do Arduino

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Solve : *
13 + 12 =