Na primeira parte deste artigo sobre baterias Ni-MH recarregáveis (disponível aqui) você aprendeu que as baterias de Ni-MH vieram ao mundo para “substituir” as baterias de Ni-Cd (cádmio), por serem menos toxicas e não terem efeito memória; viu também que as baterias lítio-íon (Li-ion)  por sua vez vieram para substituir as baterias Ni-MH, com preços cada vez menores e capacidades cada vez maiores.
   Eu recentemente adquiri dois conjuntos de pilhas Ni-MH recarregáveis (um AAA e outro AA, com USB embutido!) em uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter (veja aqui), e quero trazer um teste completo destas pilhas para vocês! vamos lá?.
   As baterias de Ni-MH que testei têm uma tensão (em circuito aberto) de 1,2V; a capacidade de corrente das pilhas AAA é 600mAh, oque significa que na teoria este número é a corrente que a pilha deve ser capaz de fornecer continuamente por uma hora.
   Para realização do teste das pilhas, segui dois passos principais: (1) Carga completa das pilhas, que variou entre 3h e 6h e me deixou preocupado com a qualidade do carregador embutido e (2) Descarga completas das pilhas, afim de conhecer o tempo que as mesmas aguentam alimentar uma carga. Abaixo explico como fiz e quais os resultados do teste de descarga das pilhas.

   Cada um dos dois gráficos acima representa a curva de descarga (tensão) de uma pilha AAA, sendo que os valores de corrente e potência foram calculados a partir da do resistor de carga utilizado (3,33 ohm). É fácil observar que a pilha (1) conseguiu fornecer uma corrente de 250mA por 55 minutos, enquanto a pilha (2) manteve uma corrente de 250mA por quase 120 minutos. Outro ponto importante á obeservar é que a tensão das pilhas ficou sempre entre 0,8V e 0,7V (bem abaixo dos 1,2V prometidos pelo fabricante.
   Para resumir: estas baterias (marca Lightors) foram compradas em um financiamento coletivo no Kickstarter, o que requer uma ótica diferente sobre a qualidade e confiabilidade do produto, visto que geralmente pouca quantidade é produzida, e por pessoas que (geralmente) não têm experiência em produção do material oferecido. Prova disso é que durante a carga das duas baterias AAA o aquecimento do conjunto foi tamanho que derreteu a capa plástica ao redor do conector USB!!.
   Quanto á capacidade de carga das pilhas: como visto acima a corrente de uma das células ficou em 250mA por 55 min, bem abaixo dos 600mAh prometidos; já a outra célula manteve os mesmos 250mA por duas horas, um pouco mais próximo dos 600mAh (250mA x 2h = 500mAh). Quanto á tensão, as duas células apresentaram valores abaixo do prometido (0,8V em face dos 1,2V prometidos). 
   Obviamente que não se deve julgar toda e qualquer pilha/bateria Ni-MH a partir somente do teste que realizei, porém como visto na primeira parte deste artigo, as pilhas Li-Ion (lítio) são uma opção muito mais robusta e barato hoje em dia. 
   
    Obs: não tive tempo hábil de realizar o teste de descarga nas duas pilhas AA de 1500mAh antes da publicação deste post, porém em algum momento futuro irei publicar o review delas também!.
Teste de baterias Ni-MH – parte 2

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